Enquadramento
A crescente complexidade das problemáticas socioeducativas que afetam crianças e jovens — nomeadamente ao nível do absentismo, integração social, saúde mental e inclusão — exige respostas articuladas, integradas e sustentadas em modelos colaborativos.
Nenhuma instituição consegue, isoladamente, responder de forma eficaz às múltiplas dimensões das necessidades educativas, sociais e emocionais dos alunos e respetivas famílias. Torna-se, por isso, essencial fortalecer práticas de trabalho em rede entre escolas, serviços da Segurança Social, saúde, autarquias e organizações comunitárias.
A presente ação pretende promover uma cultura de governança colaborativa, esbatendo barreiras institucionais, clarificando procedimentos no âmbito das prestações sociais dirigidas à infância e juventude e reforçando o papel das escolas na identificação precoce de necessidades e na articulação interinstitucional.
A formação assume-se como espaço de reflexão, esclarecimento técnico e construção conjunta de soluções, centradas na criança e no jovem, promovendo respostas mais justas, equitativas e ajustadas ao território.
1. Finalidade da Ação
Reforçar o trabalho colaborativo entre Educação, Segurança Social, Saúde, autarquias e comunidade, promovendo práticas articuladas que permitam respostas mais eficazes às necessidades das crianças e jovens.
2. Objetivos
· Promover uma cultura de trabalho em rede e governança colaborativa;
· Esclarecer procedimentos, critérios e enquadramento legal das prestações sociais associadas à deficiência;
· Reforçar a articulação entre Educação Inclusiva, Saúde e Segurança Social;
· Fomentar a construção conjunta de soluções versus a comunicação fragmentada;
· Desenvolver competências para cocriar respostas alinhadas com o território e as famílias.
3. Conteúdos
· Trabalho em Rede: fundamentos, vantagens e impacto das redes formais/informais;
· Governação colaborativa em problemáticas complexas (absentismo, inclusão, saúde mental, bem-estar);
· Articulação entre Educação, Saúde e Segurança Social;
· Prestações sociais no âmbito da deficiência:
· Tipologia, destinatários e enquadramento legal
· Subsídio de Educação Especial e Bonificação por Deficiência
· Procedimentos, documentação e papel das escolas
· Função da EMAMP: avaliação médico-pedagógica e articulação interinstitucional;
· Avaliação médica e pedagógica: implicações nas aprendizagens e participação.
4. Metodologia
· Exposição teórica dialogada;
· Análise de casos reais;
· Debate orientado e esclarecimento técnico;
· Construção conjunta de soluções e fluxos de articulação.
5. Público Alvo
· Elementos EMAEI
· Elementos GAAF
· Professores de Educação Especial
· Diretores de Turma
· Órgãos de gestão dos agrupamentos
· Técnicos Superiores Especializados
6. Formadores
· Helena Areias: Núcleo de Intervenção Social (NIS), Unidade de Desenvolvimento Social (UDS), Interlocutora para Projetos de Desenvolvimento Social, CDSS Braga;
· Licenciatura em Serviço Social, Instituto Superior de Serviço Social do Porto (ISSSP);
· Mestrado em Estudos Africanos – Desenvolvimento Local, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, Universidade de Lisboa (ISCTE – UL);
· Doutoramento em Sociologia: Políticas Públicas – Organização em Rede, Instituto Ciências Sociais Universidade do Minho.
· Hugo Conceição: Diretor do Núcleo de Prestações Familiares e Solidariedade (NPFS), CDSS Braga;
· Licenciatura em Relações Públicas;
· Curso de Alta Direção para a Administração Pública (CADAP), Escola de Economia e Gestão (EEG), Universidade do Minho (UM);
· Catarina Ferreira: Equipa Multidisciplinar de Avaliação Médico Pedagógica (EMAMP), CDSS Braga;
· Médica Psiquiatra da Infância e da Adolescência;
· Mestrado integrado em Medicina, Escola de Ciências da Saúde, Universidade do Minho (UM);
· Internato de Formação Específica em Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra;
· Pós-graduações em Psicopatologia da infância e da Adolescência (pela Associação Central de Psicologia), Formação Especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental-vertente Crianças e Adolescentes (pela Associação Portuguesa de Terapia do Comportamento) e Formação Especializada em Intervenção Sistémica e Familiar (pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar);
· Cristina Canelas: Psicóloga no Agrupamento de Escolas Dr.Francisco Sanches,
· Mestrado em Psicologia Escolar e da Educação,
· Pós Graduação: Mediação de Conflitos em Contexto Escolar;
· Pós Graduação de Técnico Superior de Segurança no Trabalho;
· Orientadora de Estágios de Mestrado de Psicologia e de Educação da Universidade do Minho;
· A concluir a Especialização Avançada Pós-universitária "Perturbação do Espectro do Autismo".
7. Resultados Esperados
- Melhor compreensão das prestações sociais e respetivos procedimentos
- Reforço da articulação interinstitucional
- Identificação mais rápida e rigorosa das necessidades dos alunos
- Atribuição mais justa e adequada dos apoios
- Consolidação de práticas colaborativas e inovadoras em rede
| Duração | 3 horas. |
| Modalidade: | Ação de Curta Duração |
| Formação | Geral |
| Acreditação |





